quarta-feira, 5 de março de 2008

Novos tratamentos para o cancro

"Em 1991 Paul Jensen e William Fenical do Scripps Institution of Oceanography na UC San Diego descobriram a Salinispora tropica em sedimentos oceânicos das Bahamas. A S. tropica revelou-se uma «fábrica» de compostos muito promissores, nomeadamente um deles, designado por salinosporamida A, está actualmente na fase I de testes clínicos (realizados pela Nereus Pharmaceuticals de San Diego) no tratamento de vários tipos de cancro - mieloma múltiplo, por exemplo, um cancro da medula óssea.A salinosporamida A, assim como outras γ-lactamas de origem bacteriana, é um potente inibidor do proteassoma. Os inibidores do proteossoma são compostos recentes na luta contra o cancro, que causam a morte (apoptose) de células cancerosas e inibem o crescimento tumoral. Os proteassomas são proteases multiméricas e multicatalíticas responsáveis pela principal via não lisossomal de degradação de proteínas intracelulares nas células eucariotas.As bactérias marinhas são uma fonte muito promissora de novos fármacos, não só anti-cancerígenos mas também novos antibióticos. Uma vez que muitos dos antibióticos actualmente disponíveis são ineficazes no combate a organismos que entretanto desenvolveram (multi)resistências, urge o desenvolvimento de novos antibióticos. Mais de metade dos antibióticos naturais usados clinicamente é derivado do género Streptomyces, - que nos forneceu a família das tetraciclinas - um actinomicete como a Salinispora.Em Junho último foi publicado o genoma da S. tropica que revelou algumas surpresas e potenciou o seu interesse como fonte de compostos com actividade farmacológica: tem uma proporção anormalmente elevada de genes envolvidos na produção de compostos com potencial actividade de interesse (10% contra 6-8% de outros actinomicetes).Na altura da publicação do genoma, um dos cientistas de San Diego envolvidos afirmou que «Com a informação do genoma à disposição, compreendemos agora a base molecular da natureza da síntese da salinosporamide A, que nos permite descrever sua via biossintética». Continuando, «Se soubermos com exactidão como o mapa genético deste organismo está estruturado, e como poderemos aproveitá-lo da melhor forma, também iremos caracterizar que produtos químicos estão sendo sintetizados. Esta é uma maneira de pesquisar os genomas para novas estruturas químicas, com vários potenciais, sobretudo no contexto da saúde humana.»Ou seja, a análise do genoma é uma forma de procurar novas moléculas de interesse farmacológico, mais expedita que o tradicional isolamento dos compostos produzidos pelo organismo em questão, muitas vezes presentes em quantidades que tornam complicado o seu isolamento.Na sexta-feira, uma equipa de San Diego publicou na Nature Chemical Biology um estudo em que revela o mecanismo desenvolvido pela S. Tropica para sintetizar a salinosporamida A, mais concretamente para incorporar o cloro crucial na determinação do seu poder anti-cancerígeno (a salinosporamida B, o composto análogo sem cloro é 500 vezes menos potente).A descoberta da enzima SalL envolvida na reacção pode permitir manipulação gética da S. tropica conducente à biossíntese de produtos de segunda geração mais eficazes que a salinosporamida A. Para além disso, o conhecimento deste mecanismo permitirá estratégias de síntese mais eficazes do composto que não só baixem os seus custos de produção como possibilitem a sua síntese em maiores quantidades que as actualmente possíveis."

Reflexão pessoal:
Parece que a nossa medicina está a evoluir. E ainda bem, muitas pessoas morrem de cancro todos os dias, e parece que finalmente demos mais um passo para encontrar a grande soluçao para esta terrivel doença.
Se continuarmos com este ritmo podermos dizer adeus à quimioterapia e radioterapia.Assim podem acabar os tratamentos evasivos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Nanohélices

"Cientistas da Universidade de Tecnologia da Georgia, Estados Unidos, descobriram que um óxido de zinco, até agora desconhecido, tem uma estrutura semelhante à hélice das moléculas de DNA. Esta nanoestrutura poderá ser utilizada como bloco básico para a construção de sensores, transdutores, ressonadores e outros componentes que servem como interfaces eletromecânicas.
As nanohélices são um tipo de nanofita, uma estrutura descoberta pelos mesmos pesquisadores em 2001. "Fitas" cristalinas de apenas alguns nanômetros de largura, dispostas alternadamente em uma densa estrutura, formam a estrutura em hélice.

As nanohélices, que devem seu formato a forças criadas por delicadas combinações entre as fitas, são produzidas utilizando-se um processo de crescimento vapor-sólido sob alta temperatura. Os detalhes desse processo foram descritos em um artigo no último exemplar da revista Science.
"Esta estrutura funciona como um bloco básico para a construção de nanodispositivos," explica o coordenador da pesquisa, Dr. Zhong Lin Wang. "Com elas nós podemos construir ressonadores, colocar moléculas em sua superfície para criar variadores de freqüência. E como elas são piezoelétricas, podemos construir acoplamentos eletromecânicos."

As nanohélices atingem comprimentos de até 100 micra, com diâmetros entre 300 e 700 nanômetros e larguras entre 100 e 500 nanômetros. O processo de sua produção resulta na formação de nanohélices com orientação tanto "à esquerda" quanto "à direita", em uma proporção meio-a-meio.

Ao contrário de outra nanoestrutura, as nanomolas, que são elásticas, as nanohélices são rígidas, e mantêm seu formato mesmo quando cortadas ou segmentadas."

Reflexão pessoal:
Nem só o DNA é enrolado. Cá está... Não é animal, mas mesmo axim tem um estrutura em nanohélice

Aula prática (20-02-2008)


Na passada quarta-feira, o professor, durante a primeira parte da aula esteve a falar dos projectos elaborados pelos alunos sobre os platy.


O rojecto vencedor foi o do grupo V (Tiago, Ruben e Pedro).


Na segunda parte da aula, estivemos a finalizar os relatórios da actividade sobre a extracção do DNA.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Galinha dos ovos verdes


""Rabanita", uma galinha que em um primeiro momento parece ser uma ave normal, vem chamando atenção na província de Huecatitla, no México, ao colocar ovos em tom esverdeado.
Até agora, ninguém conseguiu dar uma explicação para o fenômeno, afirma Elvira Romero, dona de Rabanita, mostrando orgulhosa um cesto cheio de ovos verdes.


Esteban Rosas, o marido de Elvira, assegurou que "todo mundo da cidade veio ver, porque ninguém acreditava".


Elvira agora é conhecida como "a mulher da galinha dos ovos verdes" e até mesmo seu neto, de 11 anos, está fazendo sucesso na escola.


Rabanita é a única das 13 galinhas de Elvira que coloca ovos verdes e ela diz estar tomando conta da ave "com todo carinho".


"Não vou deixá-la até que Deus a leve", disse."

Aula prática (30-01-2008)



Na passada quarta-feira realizamos uma actividade prática, que foi a que achei mais interessante até ao momento.

A actividade consistia através da preparação de algumas soluções em extrair o DNA de um Kiwi e de um morango e depois visualizarmos esse DNA ao microscópio.

A turma dividiu-se pelas várias bancadas e ao longo dos 135 minutos realizamos a actividade proposta e começamos a elaborar os relatórios.

Devido ao tempo não ter chegado pra visualizarmos ambas as experiencias ao microscopio o professor guardou algumas experiencias pra continuarmos na aula seguinte.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Genoma sintéctico: o Primeiro passa pra vida



"Investigadores norte-americanos do Instituto Venter anunciaram hoje ter conseguido criar em laboratório o primeiro genoma sintético de uma bactéria, um passo considerado crucial para a criação de uma forma de vida artificial.
Trata-se da maior estrutura de ADN - a estrutura base da vida - alguma vez fabricada pelo homem, destacam os autores deste estudo, publicado hoje na revista científica norte-americana Science.
«Isto representa um avanço entusiasmante para nós investigadores e para esta disciplina», afirmou hoje Dan Gibson, principal autor do estudo, no qual também participou Craig Venter, fundador do Instituto e um dos mais controversos pioneiros da biotecnologia.
Porém, o principal responsável pelo documento sublinhou que os trabalhos continuam «com o objectivo último de inserir um cromossoma sintético numa célula [viva] para criar o primeiro organismo artificial».
«Demonstrámos que é possível criar artificialmente grandes genomas e ajustar o seu tamanho, o que abre caminho para potenciais aplicações importantes, tais como a produção de biocombustíveis ou para o absorção de dióxido de carbono [CO2]», explicou por sua vez Hamilton Smith, um dos co-autores da investigação.
De acordo com este investigador, através desta descoberta será também possível produzir organismos artificiais para o tratamento biológico de resíduos tóxicos, entre outros.
O principal autor do estudo, Dan Gibson, precisou que a pesquisa «representa a segunda das três etapas para a criação de um organismo vivo inteiramente artificial».
Para a etapa final - na qual os especialistas já se encontram a trabalhar - os investigadores do Instituto Venter vão tentar criar uma célula artificial de bactéria baseada inteiramente no genoma sintético da bactéria 'Mycoplasma genitalium', que acabam de produzir.
Ou seja, este cromossoma será transplantado para uma célula viva, da qual poderá tomar o controle e transformar-se em uma nova forma viva.
O genoma que os investigadores conseguiram criar em laboratório copia partes essenciais do ADN da bactéria "Mycoplasma genitalium" e foi baptizado pelos seus criadores de 'Mycoplasma laboratorium'.
O Mycoplasma genitalium é um organismo relativamente simples quando comparado com um ser humano, já que é composta por 580 genes enquanto um humano é composto por 36 mil genes.
Citado pelo jornal britânico The Guardian, o fundador do Instituto, Craig Venter, já tinha afirmado que esta descoberta iria permitir aos investigadores «passar da leitura do código genético para a possibilidade de ter a habilidade de escrevê-lo».
«Isto dá-nos a capacidade hipotética de fazer coisas que não foram imaginadas antes», frisou.
De acordo com Pat Mooney, director da organização canadiana ETC Group, um grupo de reflexão sobre bioética, os investigadores estão a criar «um chassis sobre o qual se pode construir praticamente qualquer coisa».
«Pode-se tornar numa contribuição à humanidade tão grande como um novo medicamento, ou uma enorme ameaça, como uma arma biológica», advertiu."



Reflexão pessoal:


Um avanço importante para a ciência e no futuro próximo para toda a sociedade...


Penso que este avanço em pequena escala (580 genes) poderá vir a ser crucial para nós humanos e para retirar algumas espécies da extinção.

Como o nosso genoma é consituído por 36000 genes ainda demorará uns anos até conseguirem reproduzir um genoma humano.

É um grande avanço para a medicina e para a sociedade.

Fonte: http://www.destak.pt/artigos.php?art=7461

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Boas festas!!!


Boas festas!!!


Bom natal!!!


Bom ano novo!!!
Desejo a todos os leitores do meu blog e utilizadores deste foco de informação.
O prof que vai analizar o blog é uma maneira de persuadi-lo pra m dar mais de 16.
Até depois das férias...
Vou entrar em modo de manutenção...
Até pro ano...